Riscos – Análise
Em um projeto sempre nos lembramos de fazer o escopo, as estimativas de esforço e de tempo. Porém, há um item que sempre deve ser considerado, não importando o tamanho do projeto: os riscos.
Menosprezá-lo pode significar a falha do projeto inteiro.
Para avaliar um risco, devemos considerar a probabilidade em que o risco pode ocorrer e o impacto que ela trará, se ocorrer. A probabilidade sendo calculada como porcentagem e o impacto como um valor monetário.
O produto da probabilidade e do impacto é o VME (valor monetário esperado).
Os riscos de um projeto podem ser negativos ou positivos.
Em caso negativo podemos dar respostas como evitar, mitigar, transferir ou aceitar.
- Evitar: a resposta dada, evitará o risco. Ex.: Vou viajar para a Europa daqui a 4 meses e possuo o risco da variação cambial. Para evitar a variação, comprarei os Euros necessários hoje.
- Mitigar / Reduzir: a resposta sobre a causa do risco irá diminuir a probabilidade de ocorrer ou o impacto. Ex.: roubo de carro. Mitigação sobre o impacto: venda do carro e compra de um menos visado. Mitigação sobre a probabilidade: evitar estacionar na rua.
- Transferência: transferir a responsabilidade do impacto para um terceiro. Ex.: roubo de carro. Seguro do carro mediante o pagamento de um prêmio.
- Aceitar: dado um risco, ele é aceito se nenhuma resposta identificada é factível. Ex.: poderá haver atraso de dois dias, porém mais que isso deve ser tratado.
Em caso de um risco positivo, podemos ter como respostas:
- Explorar: garantir que a oportunidade ocorra
- Compartilhar: envolver terceiros que possam capturar melhor a oportunidade
- Melhorar: aumentar a probabilidade ou impacto da oportunidade.
Sabendo que o risco existe e do tipo de resposta que existem, podemos seguir para um próximo passo: como fazer isso.
Para fazer isso, eu utilizarei da área de conhecimento gerenciamento de riscos do PMBoK, da quarta edição.
- Planejar o gerenciamento de riscos
- Identificar riscos
- Realizar análise qualitativa dos riscos
- Realizar análise quantitativa dos riscos
- Planejar resposta aos riscos
- Monitorar e controlar riscos
1. Planejar o gerenciamento de riscos
Deve ser iniciado na concepção do projeto e finalizado nas fases iniciais do planejamento do projeto.
Ele é concebido para definir as atividades do gerenciamento de riscos.
ENTRADAS: escopo do projeto, plano do projeto, ativos organizacionais, fatores ambientes da empresa, plano de gerenciamento de custos, plano de gerenciamento de tempo, de comunicação
TÉCNICAS: reuniões e análises de planejamento
SAÍDAS: Plano de gerenciamento de riscos
O plano de gerenciamento de riscos contém: metodologia, papéis e responsabilidades, orçamento, prazos, categorias de riscos, definições de probabilidades e impactos, matriz de probabilidade e impacto, tolerâncias revisadas das partes interessadas, formatos dos riscos e acompanhamento.
(A partir desse ponto, vou parar de detalhar – ficará para uma atualização posterior)
2. Identificar riscos
É o processo de identificar os riscos que podem afetar o projeto e documentação de suas características.
Nesse processo, existem diversas técnicas para identificar:
2.1. Revisões de documentação
2.2. Coleta de informações: técnica Delphi, brainstorming, entrevista, análise da causa-raiz.
2.3. Análise de listas de verificação
2.4. Análise das premissas
2.5. Técnicas de diagramas: diagrama de Ishikawa, de influência e fluxograma
2.6. Análise SWOT
2.7. Opinião especializada
3. Realizar análise qualitativa de riscos
É o processo para priorizar os riscos de acordo com a probabilidade e o impacto.
4. Realizar análise quantitativa de riscos
Dos riscos que foram selecionados no processo 3 pela priorização, terão suas probabilidades e impactos calculados numericamente.
É utilizado também para riscos que não tivemos certeza no processo 3 para garantir que um risco que possa ter grande impacto não seja tratado.
5. Planejar resposta aos riscos
Desenvolvimento de opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as ameaças ao projeto.
6. Monitorar e controlar os riscos
Implementação dos planos de respostas aos riscos, acompanhamento dos riscos identificados, riscos residuais, identificação de novos riscos e avaliação da eficácia do processo de riscos.
Fonte: PMI – Project Management Institute. A guide to the project management body of knowledge – PMBOK Guide. PMI Standards Committee, 2008.
O Gerente-Minuto
Em 08/09/2008, iniciei a disciplina Gestão de RH e Comunicação na pós que estou fazendo.
A aula é bem dinâmica e posso dizer que foi dividida em duas partes: aula exposicional e dinâmica de grupo. E nessa aula inaugural, recebemos uma apostila. Na parte final, contém algumas bibliografias interessantes que o professor comentou.
Uma das que me chamaram a atenção foi o livro “Liderança e o Gerente-Minuto”, tentei comprar no Submarino, mas não havia disponível e acabei comprando o “Gerente-Minuto” mesmo. Mais tarde, consegui comprar o primeiro.
Os livros são bem didáticos e, por serem pequenos, rápidos de serem lidos.
Algumas bases dos livros:
- objetivo-minuto, elogio-minuto e repreensão-minuto.
- liderança situacional: direção, treinamento, apoio e delegação.
Qualidade
Dados, metadados e informação
A hora e a vez dos metadados
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/05/13/a-hora-e-a-vez-dos-metadados/
Informação demais é anti-informação?
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/05/06/informacao-demais-e-anti-informacao/
Links para ITIL
Versão 3
- O que traz de importante o ITIL na v3
- A transição de serviços e o Gerenciamento de mudanças
- ITIL V3, Gerenciamento do Portifólio de Projetos e Arquitetura Empresarial, por onde começar?
- Gerenciamento da Demanda – ITIL V3 – Um novo conceito
- [2008-06-22] Conheça o conteúdo resumido dos livros do ITIL 3.0
Alguns e-books gratuitos: http://www.itsmfi.org/content/publications
ITIL em terceirização de serviços de desenvolvimento de sistemas
No trabalho atual que estou fazendo para a pós-graduação, a nossa equipe se deparou com um desafio grande: como tratar as novas demandas de desenvolvimento de software (manutenção [melhorias e correções] e novos sistemas).
Encontramos no blog do Aragon uma referência para dar idéias e também encontramos aqui, que fala mais da gerência de demanda e portfolio do ITIL v3.
No livro “Implantando a Governança de TI”, do Aguinaldo Aragon Fernandes (sim, o mesmo do primeiro blog), diz que podemos adotar o ITIL para gerenciar as demandas de sistemas com alguns dos itens do CMMI.
Porém, como o tempo é curto, vamos tentar melhorar os processos existentes utilizando as melhores práticas do ITIL.
Assim que conseguir concluir o projeto e apresentá-lo, atualizo esse post.
[]s
Renato Miyasaki